Obama, antes de ser presidente dos EUA levou o mundo a acreditar que tudo poderia ser diferente. Finalmente os americanos teriam acesso a cuidados de saúde mesmo que não pudessem pagar um seguro de saúde, mas Obama também cativou o mundo vendendo a ideia do fim da guerra.
Obama, por diversas vezes, vendeu a ideia do fim da guerra no Afeganistão, com a retirada das tropas, com o desmantelamento da base em Guantánamo, Cuba, e com a erradicação de armamento nuclear. Pois é, ao fim do um mandato, Obama não conseguiu cumprir nem um destes objetivos. Será culpa de interesses, de um sistema tão bem montado que nem o presidente da maior potência mundial consegue penetrar? Cada vez mais parece ser esse o caso.
A guerra no Afeganistão está longe de acabar e infelizmente em 2012 o noticiário já não é noticiário sem que haja mortes em atentados naquele país que envolvam forças militares americanas. A base de Guantánamo continua a ser lugar de torturas, que todos sabem existir mas que o processo de investigação foi encerrado por, imaginem, falta de provas. Não chegam vídeos, não chegam fotografias...seria preciso alguns deles admitirem que o fizeram? A erradicação do armamento nuclear parece ser impossível.
A Russia só larga os mísseis se os americanos largarem os deles, e vice-versa. Vai-se andando neste conversa onde, ora eu elimino 5 ogivas, ora tu agora eliminas outras 5, até se chegar ao ponto em que estamos. Ninguém quer desmantelar mais nada com medo de ficar em considerável desvantagem em relação ao outro. Mais, a preocupação com a Coreia do Norte e Irão chegarem a construir uma ogiva parece ter posto um travão definitivo para se desmantelar as ogivas, servindo agora de desculpa.
Obama vendeu ao mundo um fim da guerra, e ainda assim 2011 foi o ano em que os EUA mais armamento venderam na sua história. As exportações de armamento triplicaram em relação a 2010. Num mercado que vale 85.3 mil milhões de dólares, os EUA representaram 66.3 mil milhões de dólares desse mercado. Aproximadamente 78% de todo o negócio de armas teve como responsável os EUA. O segundo lugar pertence à Rússia, com negócios a valarem 4.8 mil milhões de dólares, um número muito longe dos EUA. Os EUA vendem 14 vezes mais que o segundo, a Russia. Tudo pela...paz!
Curiosamente, ninguém na comunidade internacional vai contra isto. Principalmente porque é essa comunidade internacional que mal ou bem acaba por comprar esse armamento. Este crescimento nas exportações ficou a dever-se a compras do Japão, Arábia Saudita e um grande crescimento de exportações para a India, com quem nem sequer havia relações comerciais do género.
Lá para 2020 temos tudo preparado para entrar em guerra com armas americanas.









