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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Esta Espanha não é para espanhóis


Temos crescido a ouvir "isto qualquer dia é dos espanhóis". Eles é fruta, eles é peixe, eles é carne, eles é preços baixos. Pois é...mas eles também são desemprego, um estado social medieval e, como nós, um governo que anda aos papéis. A diferença é que lá não dão equivalências por se ter sido presidente da mesa da assembleia do rancho da Isla Mágica. Portugal e Espanha estão mais próximos na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que a morte de um deles os separe, do que se pensa.



Longe vão os tempos do Maria Aznar "A Espanha vai bem..." com Pujol a responder "E a Catalunha ainda melhor". Era como em Portugal em 2004 dizer-se "Há pão para todos" com Alberto João Jardim a responder "Nós cá é broa para todos". Parece claro que fomos enganados com a história de a Espanha ser um país rico que um dia mandaria em meia Europa, e já na altura tinha a maior taxa de desemprego da UE. Espanha está longe, muito longe, sequer de ser estável quanto mais rica. 800 anos temos nós e ainda temos de gramar coisas como a "refundação do memorando da troika", quanto mais os "nuestros coisos" que há meia dúzia de dias eram Castela.

Mais parvo fica, quando são muitos os espanhóis a colocarem-se entre os países ricos, com exceção dos catalães e bascos claro. Espanha tem a despesa pública social mais baixa da Europa a 15, gastando 66 mil milhões de euros a menos do que devia gastar para ter um nível de desenvolvimento económico aceitável.



E, tal como nós, não faz taxação de grandes fundos económicos (esses chupistas), enquanto que os trabalhadores têm uma carga fiscal superior à média europeia da Europa a 15. Os fundos económicos pagam apenas 20% do que a média europeia paga. Taxar o grande capital quando há aí tanto pobre com moedas pretas na carteira? Não faz qualquer sentido! E também como cá, tudo é feito à vista de todos, com a banca a estender a mão. O presidente do Santander chegou a ser perdoado duas vezes pelo governo espanhol, enquanto ajudava as grandes fortunas a não pagar impostos.

Mas não somos iguais em tudo. A integração da mulher no mercado de trabalho em Espanha é arcaica. Todo o sistema está montado para que a mulher tenha pouca representação nesse mercado de trabalho. Neste caso, o Estado-Providência é inexistente, sem creches ou jardins de infância, ou sequer garantia de assistência a pessoas com dependência.

Mas há outra diferença. Embora estejam os dois desgraçados (Portugal e Espanha), uns querem continuar Portugueses e unidos, mas sem um governo absurdamente incompetente. Já os espanhóis querem tornar-se bascos, Galegos, Catalães, etc. Estes movimentos separatistas existem desde sempre, mas começam agora a fervilhar como promoções do Pingo Doce. Catalunha e País Basco desde sempre acham que devem ter o seu próprio lugar na República Espanhola, mas as bases conservadoras do franquismos continuam a ter a sua força de adiar o inevitável. Mas quando as outras 15 comunidades autónomas decidirem seguir os mesmos passos que bascos e catalães, será uma questão de tempo para Espanha acabar tal como a conhecemos.



Até este sistema atual, semi-federalista, está montado de forma grotesca. Cada região elege o seu próprio parlamento, mas na verdade, este parlamente pouco ou nada pode fazer sem aprovação do governo central. A verdade é que o Estado espanhol tornou-se um Estado tão endividado, que já ninguém quer ser espanhol, mas sim Basco ou Catalão.

Mais cedo ou mais tarde a Catalunha terá a sua independência, ainda que possa ou não estar inserida na República Espanhola. E esse "mais cedo ou mais tarde" pode ser mais cedo do que se pensa. A 25 de Novembro estão marcadas eleições para o parlamento Catalão. Se essas eleições forem ganhas pelos separatistas, como tudo leva a crer, será uma questão de pouco tempo até ser entregue ao povo a decisão de separação ou não. O País Basco já se decidiu pelos separatistas a 21 de Outubro, só os Galegos parecem acreditar numa Espanha tal como ela está, com o PP a aumentar a liderança.

De Espanha nem bom vento nem bom casamento, restam-nos os caramelos.
PS: Olivença é nossa!!!!

domingo, 14 de outubro de 2012

Chávez e Venezuela...um progresso desviado dos princípios


As eleições na Venezuela fizeram-me pensar na figura de Chávez. Confesso que tenho grande dificuldade em considerá-lo um exemplo, apesar de não ter dúvidas nenhuma de que sirva de tampão para que os EUA não tomem conta de toda a América Latina, na exploração de todos os recursos naturais. Mas há ali algo, em Chávez, que não me convence. Mas que ele ganhou as eleições de forma esmagadora lá isso ganhou. Não é má pessoa, mas infelizmente, chegado ao poder, começou de deteriorar-se, como acontece com muitos outros, desviando-se do que antes eram os seus princípios e objetivos. 



Mas enfim. Chávez ganhou estas eleições com um diferença superior a 10%, numa das mais concorridas eleições de sempre, ficando a diferença entre Chávez e o seu oponente em quase 1.300.000 de votos. O povo quer Chávez no poder, apesar de toda a oposição, e Chávez não faz por tentar esconder essa oposição. Nos últimos 12 anos foram feitas 20 consultas eleitorais. 



Verdade seja dita, também, que a oposição não é mais do que o total oposto de Chávez. Defendem o neoliberalismo, e caso algum dia cheguem ao poder é uma questão de tempo até pedirem resgate financeiro. Nessa altura privatizarão o petróleo, a principal fonte de receita. Esperemos que tal nunca venha a acontecer. O que me faz então estar de pé atrás em relação a Chávez? Vamos por pontos. 



Pontos Positivos: 
  • Analfabetismo quase erradicado 

  • Aumento do número de universidade gratuitas 

  • Aumento do número de reformados 

  • Redução da mortalidade infantil 

  • 111 canais na Venezuela, em que 61 são privados e 37 de Estado. Cada um deles pode fazer oposição, e faz, desafiando Chávez quase todas as semanas. O mesmo se passa com rádio e jornais. Por isso não a ideia de que controla as meios de comunicação não cola, mas há um senão que veremos mais à frente. 

  • 29% da população é pobre. Um número alto, mas que é dos mais baixos da América Latina. Em 1999 essa percentagem era de 49%. 

  • País mais igualitário da América Latina com 0.41 pontos Gini (quanto mais perto do 1 mais desigual). 

Pontos negativos: 
  • Tem a segunda maior taxa de desemprego da América Latina, tendo à sua frente só a Colômbia.

  • Tem o salário minímo mais baixo da América Latina, sendo apenas de 92.90 dólares. Convém ressalvar que foi homologado recentemente, mas não deixa de ser muito baixo. O Haiti, considerado o país mais pobre do mundo e integrante na América Latina, tem um salário minímo de 104 dólares. 

  • A Venezuela gasta apenas 0,58% do PIB na saúde, sendo o valor mais baixo da América Latina. Cuba, por exemplo, gasta 10.30% do PIB. 

  • Apesar da taxa de pobreza ser de 29%, em 2006 era de 26%. Em 1999 era de 49%, agora é de 29%, mas em 2006 era de 26%, quer isto dizer que de 2006 para cá essa taxa tem vindo a aumentar. 

  • Taxa de homicídios triplicou em 12 anos, sendo mais grave ainda quando se trata de um país sem guerras ou grandes manifestações. Existe grande impunidade na criminalidade. Em 1998 por cada 100 homicídios havia 118 detenções. Em 2011, por cada 100 homicídios há apenas 9 detenções. Uma impunidade de 91%. 

  • Apesar de a imprensa poder fazer oposição, os canais de televisão e rádio estão obrigados, por Lei, a transmitir todas as intervenções de Chávez, incluindo o programa semanal de 4 horas. Parece haver um certo culto da personalidade com esta atitude. Chávez usa o seu programa semanal para ameaçar e anunciar trabalho feito, nem que seja a mudança de uma fechadura. 



Todos os dados podem ser consultados no site da CEPAL, o organismo da ONU de estatística para a América Latina. Que concluir então? 

As eleições estão bem ganhas e a Venezuela pode ser um país igualitário. Mas é um país onde, infelizmente, são todos igualitariamente pobres e a enfrentar dificuldades. Estamos a falar de um país onde 94% das exportações tem origem petrolífera, mas que quando acabar o ouro negro fica sem nada. Essa riqueza vai esgotar, provavelmente não será durante o mandato de Chávez, mas aí estará outro no poder e Chávez estará fora de cena. Mas terá sido dele a grande culpa de não ter posto a Venezuela a produzir outra coisa que não petróleo. 

Como gostava de estar errado. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Bandeira não deu cavaco a Silva

Hoje é o último feriado comemorativo da Instauração da República. Nesse dia Passos Coelho está fora do país, Cavaco Silva fecha os Jardins de Belém e torna a cerimónia do 5 de Outubro num evento de exclusividade.



Mas reparamos que temos um Presidente da República completamente anestesiado da realidade quando deixa prosseguir a cerimónia do estar da bandeira com ela ao contrário. É o último feriado da instalação da NOSSA República e é também a mais desastrosa.

Agora volta-se a cara para um pormenor, mas é pena, porque a nossa memória não devia ser assim tão curta:

Mas voltemos um pouco atrás. Em 2009, um programa de televisão mostrava uma imagem da bandeira nacional invertida, o que causou uma grande celeuma entre a classe política e originou mesmo um comunicado de Belém. 

"A bandeira nacional é símbolo da soberania da República, da independência, da unidade e integridade de Portugal é a adoptada pela República instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910", lembrava-se no site da Presidência. 

Era depois recordado, em concreto, o artigo 332º do Código Penal, que pune com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias "quem publicamente, por palavras, gestos ou divulgação de escrito, ou por outro meio de comunicação com o público, ultrajar a República, a bandeira ou o hino nacionais, as armas ou emblemas da soberania portuguesa". 
Hoje, o chefe de Estado sorriu com o incidente e deixou a outros a função de reparar um acto falhado de muito simbolismo.

Um dia os Xutos e Pontapés irão de cantar: Eu quis ser português, mas o meu país não deixou! Não deixa de ser verdade, a república está tomada pelo inimigo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A Paz...com record de venda de armas


Obama, antes de ser presidente dos EUA levou o mundo a acreditar que tudo poderia ser diferente. Finalmente os americanos teriam acesso a cuidados de saúde mesmo que não pudessem pagar um seguro de saúde, mas Obama também cativou o mundo vendendo a ideia do fim da guerra. 

Obama, por diversas vezes, vendeu a ideia do fim da guerra no Afeganistão, com a retirada das tropas, com o desmantelamento da base em Guantánamo, Cuba, e com a erradicação de armamento nuclear. Pois é, ao fim do um mandato, Obama não conseguiu cumprir nem um destes objetivos. Será culpa de interesses, de um sistema tão bem montado que nem o presidente da maior potência mundial consegue penetrar? Cada vez mais parece ser esse o caso. 

A guerra no Afeganistão está longe de acabar e infelizmente em 2012 o noticiário já não é noticiário sem que haja mortes em atentados naquele país que envolvam forças militares americanas. A base de Guantánamo continua a ser lugar de torturas, que todos sabem existir mas que o processo de investigação foi encerrado por, imaginem, falta de provas. Não chegam vídeos, não chegam fotografias...seria preciso alguns deles admitirem que o fizeram? A erradicação do armamento nuclear parece ser impossível. 



A Russia só larga os mísseis se os americanos largarem os deles, e vice-versa. Vai-se andando neste conversa onde, ora eu elimino 5 ogivas, ora tu agora eliminas outras 5, até se chegar ao ponto em que estamos. Ninguém quer desmantelar mais nada com medo de ficar em considerável desvantagem em relação ao outro. Mais, a preocupação com a Coreia do Norte e Irão chegarem a construir uma ogiva parece ter posto um travão definitivo para se desmantelar as ogivas, servindo agora de desculpa. 

Obama vendeu ao mundo um fim da guerra, e ainda assim 2011 foi o ano em que os EUA mais armamento venderam na sua história. As exportações de armamento triplicaram em relação a 2010. Num mercado que vale 85.3 mil milhões de dólares, os EUA representaram 66.3 mil milhões de dólares desse mercado. Aproximadamente 78% de todo o negócio de armas teve como responsável os EUA. O segundo lugar pertence à Rússia, com negócios a valarem 4.8 mil milhões de dólares, um número muito longe dos EUA. Os EUA vendem 14 vezes mais que o segundo, a Russia. Tudo pela...paz! 



Curiosamente, ninguém na comunidade internacional vai contra isto. Principalmente porque é essa comunidade internacional que mal ou bem acaba por comprar esse armamento. Este crescimento nas exportações ficou a dever-se a compras do Japão, Arábia Saudita e um grande crescimento de exportações para a India, com quem nem sequer havia relações comerciais do género. 

Lá para 2020 temos tudo preparado para entrar em guerra com armas americanas.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A Segurança Social nas lonas


Se há coisa em Portugal que cresce com a nossa dívida é o desemprego. Medidas estão a ser tomadas, diz o governo. Estão, é certo, mas não reparam é que todas as medidas tomadas até agora foram autênticos tiros no pé que estão a aumentar o fosso. Horas nocturnas pagas a 25%, feriados a 50%, bancos de horas e outras ideias brilhantes...para um país que fosse desenvolvido. 



Alguém que receba o ordenado mínimo (485€), tinha nas horas nocturnas e nos feriados uma ajuda essencial no final do mês. Mas não bastou ao governo acabar com alguns feriados, teve ainda a ideia de nos que ainda sobram, permitir às empresas pagar menos aos colaboradores. Num Portugal onde o ordenado mínimo fosse 600€, até admitia dar o corpo ao manifesto. Agora numa crise onde o trabalho precário e ordenado mínimo prolífera, é preciso rebaixar a condição humana a feriados pagos a 50%? 

Para o ordenado mínimo os feriados representavam mais 60€ (apróx.) por feriado no final do mês. Era ajuda ESSENCIAL para quem já de si ganha tão pouco. Poderá o governo escapar-se com "mas a lei permite que as empresas continuassem a pagar o pagavam antes". Pois, e qual é a empresa que não se serve da crise, mesmo tendo lucros, para reduzir onde puder? Se a abébia está dada, a empresa aproveita. As mesmas empresas que têm gestores montados em mercedes, com cartões e seu plafond, com mais e mais regalias são aquelas empresas que dizem que a crise exige uma redução de custos. E conde se corta? Nos mercedes? Não que isso dá estilo...vamos cortar em quem ganha ordenado mínimo. 



O pior é que o governo pensa que é uma boa medida, com todos os indicadores e irem no sentido contrário. O emprego aumenta, principalmente entre jovens e recém-licenciados e é o próprio estado o mais castigado destes resultados. 

A Segurança Social aumentou a despesa com subsídios de desemprego em 22,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Traduzindo, está a gastar mais 273 milhões de euros que o ano passado. Desde o início do ano já gastou 1480 milhões de euros com estes subsídios, resultante dos 15% de taxa de desemprego, o valor mais alto de sempre, apesar deste não ser o valor real. Sobre o valor real (mais de 22%) já aqui falei. 

Consequência directa do aumento do desemprego, e dos gastos da Segurança Social é que as contribuições também descem. Essa descida vai nos 4.4%, e a continuar assim Vítor Gaspar vai ter de tirar da cartola mais um fundo de pensões para juntar à Segurança Social. Quantos não desejam já a concretização da profecia Maia?

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Itália paga dívida pública a vender História


Ninguém duvida que se a Espanha pedir ajuda externa, como tudo leva a crer que irá pedir, a pressão dos mercados vão-se virar para a Itália, que segundo alguns analistas está numa situação pior ainda que a de Espanha. Fiquei então curioso quando Vittorio Grilli, ministro da economia italiano, disse ter um plano para reduzir em 20% a dívida pública do seu país. E que plano é esse? Nada mais do que a venda de edifícios históricos. 

Recordamos que a Itália já uma fez algo semelhante quando colocou à venda 394 edifícios históricos no valor de 3.5 mil milhões de euros. Qual foi o resultado? Conseguiu vender 140 edifícios no valor de 860 milhões de euros. Desta vez Grilli está mais ambicioso. Tem 350 edifícios à venda, avaliados em 42 mil milhões de euros. O ministro espera conseguir anualmente entre 15 a 20 mil milhões de euros, num negócio que pode (mas não vai) ascender a 1% do PIB, além de reduzir a dívida pública em 20%. No total, o governo tem imóveis que valem entre 240 e 320 mil milhões de euros. A dívida pública italiana passa actualmente os 123% do PIB. 



Aqui pode haver opiniões para todos os gostos. Aqueles que, na minha opinião estupidamente, dizem que o estado deve vender património cultural para saldar dívidas. Vender história e identidade para pagar parvoíces de anos anteriores. Vamos imaginar que têm razão. Então se num ano de menos crise já tentaram vender património e os resultados foram devastadores, o que lhes leva a crer que em plena segunda maior crise italiana a seguir à II Guerra Mundial conseguirão melhores resultados? Se não conseguiram vender antes vão vender agora? A resposta é óbvia! 

Mas e pode um estado vender pedaços da identidade de um país para pagar erros do passado? Pelos vistos pode. A história de um país cabe ao estado preservar e conservar, e permitir a visita desses locais gratuitamente. Privatizar a história além de toda a falta de ética, vai levar a que essa história se torne num negócio. "Quer saber e ver a história do seu país? Então tem de pagar entrada." 

Como está Portugal no meio disto? Bem...por enquanto ainda não se lembraram de vender o Mosteiro dos Jerónimos...por enquanto disse eu! Mas velho ou novo, estudante ou curioso, se quer saber da história do seu país tem de pagar entrada. Tem de pagar entrada ao Estado, porque aquilo que já paga de impostos não chega para que o Estado permita que conheçamos a história do nosso país gratuitamente. 



A solução para crises não está na venda da história de um país. Por exemplo começar por aqui: os deputados italianos são os mais bem pagos da europa, e além do seu salário recebem mensalmente 5000€ para secretariado ou pesquisa, mesmo que escolham trabalhar com o secretariado do parlamento (que já é pago pelo estado, e por isso gratuito) ou não empregar ninguém. Domenico Scilipoti, um deputado de 53 anos, recebe mais de 15.000€ mensais + os 5000€ para secretariado. 

E além de, como no nosso parlamento, terem refeições a preços meramente simbólicos, têm ainda cabeleiros, barbeiros e manicuras. Tiveram até de fazer uma casa-de-banho especial para Vladimir Luxuria. Porquê? Porque mudou de sexo, e não é bem vinda/o à casa-de-banhos das senhoras e senhores. Os parlamentares apenas precisam de exercer um mandato para ter direito a toda a pensão da reforma, enquanto que o comum dos italianos tem de trabalhar uma vida inteiro, para um sector de pensões privado. 

Além disso, bilhetes para filmes, encargos como telecomunicações, ópera, ou outros bilhetes para espetáculos são à descrição. É pedir e o estado paga. Mas não...tudo isto é necessário para a sobrevivência de Itália...vamos é vender os edifícios históricos.